domingo, 10 de agosto de 2008

Oi é alvo de ação civil do Ministério Público Estadual


A Tarde On Line

O Ministério Público da Bahia ajuizou, na sexta-feira passada, 8, uma ação civil contra a a Telemar Norte Leste S/A (Oi Velox). A empresa é alvo da ação por: condicionar a contratação do serviço de acesso a banda larga (Velox) à aquisição do serviço telefônico comutado, interromper com freqüência os serviços sem aviso prévio aos consumidores, lançar débitos indevidos nas faturas telefônicas relativas ao acesso de banda larga, disponibilizar velocidade de acesso de forma distinta da contratada e um serviço inadequado de atendimento aos clientes.

As reclamações e denúncias de um grupo de consumidores, representados pelo cliente (da empresa) Murilo Coelho, foram confirmadas pelos órgãos de defesa do consumidor Procon e Codecon e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
A autora da ação, a promotora Joseane Suzart, solicita que a Justiça conceda, em caráter liminar, a permissão da contratação do serviço de banda larga independentemente da aquisição do serviço telefônico fixo comutado; a prestação dos serviços com adequação e eficiência e; a justificativa da empresa para as suspensões dos serviços à Anatel superiores a 24 horas. Em caso de descumprimento, a Telemar deverá será condenada a pagamento de multa diária no valor de R$ 10 mil.

"Se a Anatel é impotente para coibir abusos com os atuais monopólios regionais, imagine-se a sua fragilidade para com o monopólio nacional que resultará da fusão BrT/Oi" Comentários de Jorge de La Rocque

sábado, 9 de agosto de 2008

"CRIME" da Brasil TeleCom e a tentativa "farjuta" de correção



O email do Sr Antonio Carlos Matos Barbosa para seus canais de venda

Prezados
Vendas para provedores preço de tabela e cobrando instalação.
Não adianta dizer que tem concorrência para isentar a jnstalação, portanto não precisa pedir proposta da concorrência.
Olhem abaixo a orientação da MTZ.
Pessoal,
Segue uma orientação muito importante quanto aos Provedores de Internet.
Não podemos aplicar descontos quaisquer para provedores que desejam realizar compartilhamento de acessos. Isto é uma determinação da BrT.
Peço que comuniquem seus AAs e que façamos cumprir a determinação.
abs,
Antonio Carlos Matos Barbosa
Gerência de Canais de Vendas
Diretoria Adj. Mercado Empresarial
FIXO: 0 14 61 3415-8584
GSM: 0 14 61 8426-6712
E-mail: antonio.barbosa@brasiltelecom.com.br
Repassado por Antonio Carlos Matos Barbosa/BRT em 21/07/2008
18:00 -----

Prezados Gerentes,

Reforçamos a orientação de restrição total para qualquer negociação, principalmente com descontos especiais, para empresas provedores de acesso internet, interessadas em aquisição de Links IP para compartilhamento de acesso, independente do Mercado em que se encontra segmentado.
Em qualquer caso, orientamos também procurarem o Jurídico local para denunciarmos estas empresas aos órgãos estaduais fiscalizadores, visando autuarem-nas por não possuírem autorização da ANATEL para tal provimento, coibindo assim qualquer extensão desta prática com outras operadoras.
Tal medida visa coibir a abordagem destes provedores à nossa base de clientes, os quais não têm qualquer investimento para compartilhamento de acessos, além de não possuírem o ônus da regulamentação para tal finalidade.

Abs,
Antonio Carlos Matos Barbosa
Gerência de Canais de Vendas
Diretoria Adj. Mercado Empresarial
FIXO: 0 14 61 3415-8584
GSM: 0 14 61 8426-6712
E-mail: antonio.barbosa@brasiltelecom.com.br

Questionamento da Internet Sul

A
Brasil Telecom
Dante de Jesus - Gerente Nacional
César Sias - Gerente de Mercado Corporativo
Recebemos este e-mail e ficamos extremamente preocupados.
Sempre fomos parceiros e clientes da Brasil Telecom e honestamente não entendemos o motivo do conteúdo apresentado. A relação da Internetsul e seus associados com a Brasil Telecom sempre foi de muita transparência e respeito. O assunto é urgente e necessitamos de um posicionamento para repassar aos associados.

A
CGI - Comitê Gestor de Internet
Sr. Jaime Wagner - Representante dos Provedores de Serviço de Internet

Estamos muito preocupados com este e-mail e estamos esperando um
posicionamento da Brasil Telecom.
Gostaríamos que o Senhor tomasse ciência do assunto e também nos auxiliasse
junto ao Comitê Gestor de Internet.
Atenciosamente,
Fabiano André Vergani.
Presidente Internetsul.

Resposta da Brasil Telecom que nós “fingimos” que acreditamos e que não passou de “um surto” de um Diretor

Prezado Fabiano e associados da Internetsul,

Conforme já informado por contato telefônico, o e-mail abaixo está incorreto e totalmente em desacordo com as políticas e determinações da Brasil Telecom. A empresa aproveita para destacar seu compromisso em manter um relacionamento de parceria em condições isonômicas com todos os provedores, postura que sempre pautou a sua atuação.
Nesse sentido, é importante esclarecer que o trabalho iniciado pela Brasil Telecom visa tão somente a combater a atuação clandestina no segmento de acesso à internet, o que é feito através do mpartilhamento de acessos ADSL. Esta ação vem sendo solicitada pelos próprios provedores regulares, inclusive associados da Internetsul, que sofrem com esse tipo de exploração ilegal. Salienta-se ainda que a Brasil Telecom possui um histórico de ótimo relacionamento com os provedores associados à Internetsul, com quem mantém negociações de produtos e serviços, sempre em busca da melhor qualidade e preço, em benefício da competição e da manutenção destes provedores como clientes e parceiros.
A comunicação abaixo partiu diretamente da área que trata com micro e pequenas empresas, entre as quais estão sendo levantados os casos de irregularidade – área que, inclusive, não possuiria autoridade para determinar a adoção ou alteração de qualquer política de relacionamento em nome da empresa. É certo que as determinações e negociações com provedores, quando levadas à Matriz da Brasil Telecom, chegam diretamente à minha área, onde buscamos sempre as melhores alternativas e meios para mantermos bons negócios com os clientes que atuam regularmente na área de conexão à internet.
Será emitida uma nova comunicação aos agentes autorizados e todas as áreas da empresa, para esclarecer o conteúdo da comunicação anterior e evitar quaisquer erros de entendimento. Além disso, também encaminharemos correspondência à Internetsul para retratação formal quanto à falha de comunicação cometida.
Certos de que o mal entendido está desfeito, permanecemos à disposição para quaisquer novos esclarecimentos adicionais que sejam necessários.

Atenciosamente,

Dante Jesus Richesky da Silva
Gerência de Negócios Internet
Tel: 61 34158155
Celular: 61 84011180
E-mail: dante@brasiltelecom.com.br

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

TELES QUEREM REAJUSTE SE REGRA MUDAR


:: Folha de São Paulo - Dinheiro
:: 06/08/2008

Concessionárias de telefonia fixa ameaçam subir preço se tiverem de oferecer banda larga em empresa separada

Anatel exige separação de empresas no documento que, se alterado, permitirá acordo BrT-Oi; para operadoras, medida elevaria custos

Por Humberto Medina

BRASÍLIA - As concessionárias de telefonia fixa ameaçam com aumento de preços caso sejam obrigadas oferecer acesso à internet em banda larga por meio de uma empresa separada, como quer a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

De acordo com Luiz Eduardo Falco, presidente da Oi, o reajuste de 2,76% concedido em julho pela agência reguladora para os serviços de telefonia fixa teria sido de 3,96% caso a separação estivesse em vigor. Na banda larga, o pacote de acesso da empresa, no Rio, aumentaria de R$ 62,90 para R$ 69,50.

"Vai ter impacto para o usuário, é ilegal e inibe investimentos", afirmou o executivo da Oi, em seminário sobre mudanças regulatórias do setor. Mauricio Giusti, vice-presidente de Estratégia e Regulação da Telefônica, fez exposição semelhante. "Usar a mesma empresa é um direito adquirido. Criar uma outra empresa gera uma injeção de ineficiência."

A exigência de separação foi feita pela agência reguladora como mudança no mesmo documento, que, se alterado, irá permitir a compra da Brasil Telecom pela Oi. A agência reguladora avaliou que, com empresas separadas, seria mais fácil saber quais os custos de cada operação (internet em banda larga e telefonia fixa) e, dessa forma, criar um modelo de acesso à rede das concessionárias que permitisse a entrada de novas companhias, aumentando a competição.

Na avaliação das teles, hoje já existe essa transparência. "A Anatel já recebe esses dados. Hoje, a separação só traria custos, e o maior candidato a pagar por esses custos é o consumidor", disse Falco. Ainda segundo o executivo, o custo da separação para a Oi seria de aproximadamente R$ 3,5 bilhões.

Novas regras

Embora já tenha sido anunciada no final de abril, a operação de compra da Oi pela Brasil Telecom (R$ 5,86 bilhões) depende da alteração da regulamentação do setor para se concretizar. O regulamento que precisa ser mudado é o PGO (Plano Geral de Outorgas), decreto que divide o país em áreas de concessão e, na sua redação atual, impede que uma concessionária compre outra que atue em área diferente.

Após pedido das empresas e recomendação do Ministério das Comunicações, a Anatel decidiu iniciar o processo de modificação, acatando a sugestão de retirar do PGO os artigos que impediam que uma concessionária comprasse outra.

Além disso, no entanto, a agência reguladora incluiu nas modificações a determinação de que as empresas donas de concessão de telefonia fixa só podem oferecer esse tipo de serviço. Ou seja, para oferecer banda larga, teriam que constituir outra empresa.

Para que as novas regras entrem em vigor, a agência precisa concluir a análise das contribuições feitas durante a consulta pública, votar uma redação final para o documento e enviar ao Ministério das Comunicações. O ministério, por sua vez, encaminha para a Presidência da República, que, se concordar com os termos da mudança proposta, editará novo decreto.

sábado, 2 de agosto de 2008

MUDANÇA EM REGRAS DE TELES PODE SER QUESTIONADA NA JUSTIÇA, DIZ ASSOCIAÇÃO


:: Folha Online, em Brasília
:: 01/08/2008 - 16h02

Por Lorenna Rodrigues

O presidente da Telcomp (Associação Brasileira das Prestadoras do Serviço de Telecomunicações Competitivo), Luiz Cuza, que representa entre outras empresas a Embratel, disse nesta sexta-feira que as mudanças no PGO (Plano Geral de Outorgas) em estudo na Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) poderão ser questionadas na Justiça.

A agência colocou em consulta pública proposta que modifica o plano e permite, por exemplo, que uma empresa de telefonia compre outra em área diferente. Na prática, as mudanças dão amparo jurídico à compra da Brasil Telecom pela Oi.

Segundo Cuza, antes da Anatel aprovar o novo documento, a agência deveria implementar ações que garantam a competição no setor --como o compartilhamento das redes das teles fixas com os concorrentes.

"A legalidade do PGO pode ser questionada. Para atender o interesse público deveria ter argumentos, como reduzir o preço, aumentar a competição", disse.

Ele descontraiu ao dizer que o argumento de que a fusão da Brasil Telecom e da Oi trará maior competição ao setor é "história para Broi dormir". Cuza também disse que, se a Anatel aprovar a concentração das duas empresas, ficará mais difícil obrigá-las a compartilhar suas redes com os concorrentes. 'A pressão sobre a Anatel será incrível", completou.

Outro lado

O presidente da Abrafix (Associação Brasileira das Concessionárias do Serviço Telefônico Fixo), José Fernandes Pauletti, defendeu as concessionárias fixas e disse que a concorrência em suas áreas já ocorre com outros serviços, como a telefonia móvel e a banda larga. Ele afirmou ainda que outras empresas não entraram no mercado das teles porque não quiseram. Ele apresentou dados mostrando que em 6% dos municípios brasileiros existe mais de uma operadora de telefonia fixa, justamente nas cidades mais ricas.


"A competição se concentra na população com maior renda e no mercado corporativo. Para atender à sociedade, que bote mais competição onde não tem", disse.

Ele reclamou que o compartilhamento de redes seja feito com preços mais acessíveis nas cidades onde só atua uma empresa, para facilitar a entrada de novos competidores. Nas grandes cidades, ele afirma que o compartilhamento de redes vai penalizar as operadoras que fizeram pesados investimentos, inclusive para expandir a infra-estrutura para localidades não atrativas comercialmente.

"Claro que tem que ter condicionante [à fusão da BrT e Oi], mas não pode colocar como condição que só poderá se efetivar depois que acabar a guerra entre árabes e judeus", completou.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Audiência Pública - Anatel em Porto Alegre



Consulta nº 22: Plano Geral de Regulamentação
Consulta nº 23: Plano Geral de Outorgas
Ocorreu no dia de ontem, 29 de julho de 2008, em Porto Alegre, na sede do Banco Central, a audiência pública da Anatel para ver discutidas as propostas de alteração do plano geral de regulamentação e do plano geral de outorgas.
Na parte da manhã a agência explanou as duas propostas de alteração e abriu a possibilidade de encaminhamento de perguntas escritas e cadastro para manifestações orais, cujas respostas e debates ocorreriam na parte da tarde.
A Anatel enfatizou que a alteração da PGO é parte da proposta de alteração da PGR.
As proposições da Anatel para modificações nas regulamentações mostrou-se bastante coerente com os princípios gerais aplicáveis ao setor de telecomunicações, disposições da Constituição Federal e normas de direito econômico.
Não se pode dizer o mesmo a respeito das alterações propostas para as outorgas de concessões, pois revela-se uma dissociação entre o texto apresentado e as regras que proíbem formação de monopólio e práticas que favoreçam a diminuição da concorrência no setor.
Os questionamentos deram-se exclusivamente em face da PGO, onde vários representantes da sociedade organizada manifestaram-se contrários às alterações sugeridas pela Agência, principalmente no que se refere à flexibilização das regras para fins de possibilitar a aquisição de empresa concessionária de uma determinada região, por outra, concessionária de outra região, autorizando assim, a detenção de duas regiões de atuação pela mesma empresa, ou grupo empresarial.
Pontos específicos da proposta foram fortemente atacados, como por exemplo, o estranho fato de a proposta da PGO vincular as novas contratações a documento ainda não elaborado, qual seja, o Plano Geral de Metas de Competitividade. Essa disposição do texto foi questionada pelo Presidente da Internetsul, Fabiano André Vergani.
O Diretor Técnico da Internetsul, Salomão Oldenburg, ressaltou a importância da desmistificação da área de tecnologia como facilitador do diálogo com a sociedade/usuários, empresários e governo, salientou que inúmeras vezes, sob o argumento de que o tema é complexo, questões deixam de ser abordadas com o devido aprofundamento. Concluiu o diretor, que quaisquer áreas de negócio têm seu dinamismo e sua complexidade, independentemente do objeto.
Sindicalistas do Sintel apontaram seu descontentamento com a atuação da Agência, que deveria melhor fiscalizar e regular a atividade dos prestadores de serviços do setor, que estão expostos a condições muito desfavoráveis de trabalho.
Os sindicalistas apresentaram também um histórico das telecomunicações no Brasil, rebatendo as alegadas melhorias no setor, contrapondo-as com estatísticas oficiais que demonstram a falta de critério para o aumento das tarifas.
O Deputado Estadual Raul Pont ateve-se principalmente à falta de modicidade na tarifação dos serviços de telecomunicações, que em se tratando de serviços públicos concedidos devem estrito respeito a esse princípio. Ponderou que não se pode falar de modicidade se as tarifas básicas representam quase 10% do valor do salário mínimo, concluindo que o telefone fixo continua a ser um luxo na sociedade brasileira.
O deputado declarou também que da forma como as empresas privadas vêm prestando os serviços de telecomunicações, a entrega da CRT foi um péssimo negócio.
Por fim, o deputado frisou que a telefonia celular igualmente carece de incremento, vez que o cidadão menos favorecido, no mais das vezes, detém o aparelho, porém, somente para receber chamadas. Dessa alegação, o senhor superintendente da Anatel, Gilberto Alves, já havia se manifestado, afirmando que um celular que só recebe chamadas “é melhor do que nada”.
Outros representantes de entidades e associações igualmente manifestaram-se contrários à alteração da PGO.
A Anatel tentou desde o início das manifestações escritas e verbais desvincular o negócio da Oi/Brasil Telecom da alteração da PGO, para impedir que manifestações nesses termos fossem exaradas, o que não foi aceito pela platéia que prosseguiu em suas argumentações e busca de respostas menos evasivas.
De ressaltar que o Ministério Público Federal se fez presente no evento, apenas pela parte da manhã, porém, deixou questionário escrito, onde buscava explicações ao fato da alteração da PGO possibilitar a “BrOi” em flagrante ofensa a princípios anti-monopolistas.
Ao final dos trabalhos, o consenso estava formado e por proposição do Presidente da Internetsul, Fabiano André Vergani, apoiado por todos os presentes, apresentou-se à Anatel o desafio de manter o texto da PGO nos exatos termos em que se encontra no tocante à impossibilidade de aquisição entre empresas que sejam concessionárias de duas regiões.
A proposta foi feita em cima da declaração recorrente da Anatel no sentido de que a alteração da PGO nada tinha a ver com o negócio entre a Oi e a Brasil Telecom, declaração esta, diga-se, recebida com certa desconfiança pelos presentes. .
A Anatel afirmou que a Consulta Pública de Porto Alegre revelou-se a mais produtiva e que todas as colocações seriam objeto de estudo e atenção da Agência.
É o breve resumo dos fatos
Ao que parece, todos saíram satisfeitos do evento, A Anatel, porque manteve-se firme em seu discurso pouco esclarecedor e a audiência porque, apesar da sensação de que pouco de objetivo ocorrerá, fez o seu papel de cidadão, participou de um evento que revela que este ainda é um Estado Democrático de Direito.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

LINGUAGEM TÉCNICA AFASTA CONSUMIDOR DO DEBATE SOBRE REGULAMENTAÇÃO DA TELEFONIA


O excesso de termos técnicos pode ser responsável por afastar o consumidor das discussões relativas às mudanças propostas para o setor de telecomunicações. A opinião é da coordenadora institucional da Pro Teste (Associação de Consumidores), Maria Inês Dolci.

Até agora, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) promoveu audiências públicas em São Paulo, Brasília, Recife e Belém, para debater as mudanças nas telecomunicações que serão implementadas por meio do PGR (Plano Geral de Atualização das Regulamentações das Telecomunicações no Brasil) e da revisão do PGO (Plano Geral de Outurgas). Dolci participou da audiência em São Paulo, e criticou a postura da Agência.

Linguagem técnica atrapalha
Para a coordenadora da Pro Teste, a linguagem não é acessível à população, fazendo com que ela se afaste da discussão das propostas. "Não há uma resposta a essas consultas públicas de forma que o cidadão comum possa entender as contribuições, o que foi acatado e o que ficou de lado", declarou, segundo a Agência Brasil.

Dolci criticou ainda o tempo de duração do debate - oito horas -, que resultou na desistência de vários participantes. "Houve longas interferências dos representantes da Anatel para responder aos questionamentos, e houve uma grande insatisfação dos órgãos de defesa do consumidor e das concessionárias", afirmou.

Desistência gradual
O economista da Telcomp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas), Luiz Henrique Barbosa da Silva, participou da audiência em Brasília. Segundo observou, o público foi, aos poucos, abandonando o debate, ao longo das quatro horas de exposição feita pela Anatel.

Também para ele o vocabulário técnico prejudica a participação popular. "A população fica um pouco fora desse contexto, porque não entente", observou.

Possível prorrogação
A próxima audiência promovida pela Anatel está prevista para a próxima terça-feira (29), em Porto Alegre, e o prazo para o envio de comentários e sugestões pela população vai até o dia 1º de agosto. Inicialmente, a consulta deveria durar 30 dias, mas a Agência prorrogou esse tempo por mais 15 dias.

Entretanto, os conselheiros da Anatel devem analisar, ainda nesta semana, pedido de prorrogação da consulta pública. Em caso de aprovação, o período de contribuição será estendido até outubro.

O PGR apresenta as ações a serem realizadas pela Anatel nos próximos anos para atualizar a regulamentação das telecomunicações no Brasil. Entre as ações sugeridas, está a revisão do PGO para permitir que uma concessionária de telefonia fixa atue em mais de uma região, o que é proibido atualmente.

Para participar da consulta pública, os interessados podem consultar os textos das propostas, que estão disponíveis no site da Anatel (www.anatel.gov.br). Na página da internet também está disponível o formulário para envio de comentários, os quais também podem ser feitos por carta, faz ou e-mail.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

SECRETARIA DE ACOMPANHAMENTO ECONÔMICO OFICIALIZA CONSULTA À EMBRATEL SOBRE BROI


Por Luiz Henrique Ferreira

:: Convergência Digital
:: 24/07/2008

Apesar de o novo Plano Geral de Outorga não estar definido - e só a partir dele será possível pensar na fusão da Oi com a Brasil Telecom - o governo segue os trâmites de análise do efeito da aquisição na concorrência nacional.

Tanto é assim que em nota oficial divulgada nesta quinta-feira, 24/07, a Secretaria de Acompanhamento Econômico (SAE), do Ministério da Fazenda, foi obrigada a esclarecer uma matéria divulgada na edição desta quinta-feira, 24/07, no jornal "O Estado de São Paulo". A reportagem divulgava que a Embratel teria entrado com uma ação para "suspender" o negócio entre Brasil Telecom e Oi.

Na nota, a Secretaria de Acompanhamento Econômico assume que no dia 04 de junho, encaminhou um ofício à Embratel solicitando informações acerca do mercado de serviços de provimento de acesso à Internet discado e o de banda larga. De acordo com a Seae, o encaminhamento dessa correspondência aos agentes privados interessados ou afetados por determinada operação de fusão ou incorporação é rotineiro. Ainda de acordo com o órgão do Ministério da Fazenda, o objetivo dessas consultas é colher informações e opiniões sobre os efeitos da operação do ponto de vista concorrencial.

A nota informa que a SAE encaminhou o ofício em 4 de junho à Embratel, assim que teve conhecimento da fusão, e que a resposta da concessionária será analisada pela Secretaria e fará parte de futuro parecer econômico. A Secretaria também informou que esse parecer será remetido ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda, procurada pelo Convergência Digital, não confirmou se já recebeu os esclarecimentos da Embratel.

O Convergência Digital publica a íntegra da nota oficial da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda.

A Secretaria de Acompanhamento Econômico, órgão integrante do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência (SBDC), esclarece que, no exercício das competências a que se refere o § 4º do art. 54 da Lei nº 8.884, de 11 de junho de 1994, constitui procedimento rotineiro desta Secretaria encaminhar correspondências aos agentes privados interessados e/ou afetados por determinada operação de fusão ou incorporação. O objetivo dessas consultas é colher informações e/ou opiniões acerca dos efeitos da operação sob o enfoque concorrencial.

Nesse sentido, considerando a recente apresentação, ao SBDC, da operação de fusão entre as empresas Brasil Telecom e Oi, a Seae encaminhou ofício, em 4 de junho de 2008, à Embratel, solicitando informações acerca do mercado de serviços de provimento de acesso à Internet discado e banda larga.

A resposta encaminhada pela Embratel, bem como as dos demais agentes consultados, será analisada por esta Secretaria e integrará futuro parecer econômico a ser remetido ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

*Com informações da Assessoria de Imprensa do Ministério da Fazenda